O que é a Terapia Cognitivo-Comportamental?
Marco Aurélio
Mendes[i]
fonte: http://fbtc.org.br/Assets/Site/files/leigos/o%20que%20%C3%A9%20Terapia%20cognitivo%20comportamental.docx
A Terapia Cognitivo-Comportamental, também conhecida pela
sigla TCC, é um modelo de psicoterapia que tem se popularizado entre os
clínicos e a população, especialmente em função de sua eficácia. Diversos
estudos científicos mostraram que a TCC realmente funciona, auxiliando no
tratamento de diferentes transtornos mentais, como, por exemplo, a Depressão, o
Transtorno Obsessivo-Compulsivo e os transtornos relacionados à ansiedade.
Mas
afinal, o que é a TCC e o que a faz tão especial nos dias de hoje? Podemos
começar a explicação a partir do próprio nome da abordagem terapêutica. O termo
Cognitivo refere-se à cognição,
palavra usada para descrever os processos relacionados à interpretação da
realidade, ao pensamento, atenção, memória, entre outros. Comportamental, por sua vez, refere-se à busca incessante pela
mudança de comportamento, com a dupla paciente-terapeuta experimentando e
criando situações nas quais antigas atitudes são colocadas à prova e novos
repertórios comportamentais, considerados mais adaptativos e adequados pelo
próprio paciente, são alcançados.
Para
a TCC existe uma integração entre pensamentos, emoções e comportamentos.
Imagine que você está indo para sua casa à noite, caminhando pela rua que por
sinal está mal iluminada e escura. De repente, você começa a ver uma pessoa
correndo em sua direção. Automaticamente, é muito provável que lhe venha à
cabeça um pensamento como “serei assaltado”, acompanhado da aceleração dos
batimentos do seu coração e tremor no corpo, que são algumas das reações
corporais da emoção do medo. Por sua vez, seu comportamento poderá ser o de
correr, gritar ou mesmo ficar paralisado. Acontece que, quando a pessoa se
aproxima, você percebe que é alguém conhecido, como, por exemplo, um amigo que
mora ali perto. Neste momento, o seu pensamento é “Ah... é o fulano...” Seus batimentos cardíacos voltam ao normal,
os tremores no corpo e o medo acabam e, assim, você retoma o caminho para casa.
No
exemplo, os pensamentos que surgiram diante da situação e que provocaram
emoções e comportamentos, são bastante lógicos, pois não é de se esperar
segurança nas ruas das nossas cidades atualmente. Nem todos os pensamentos,
porém, têm um caráter racional. Somos invadidos diariamente por vários
pensamentos que ocorrem automaticamente e que são, em sua grande parte,
fantasiosos e distorcidos. O criador da TCC, Dr. Aaron Beck, considera que os
indivíduos em sofrimento emocional, possuem formas de interpretação da
realidade rígidas e distorcidas que acabam afetando as suas emoções. A
ansiedade e preocupação, por exemplo, podem ser decorrentes da tendência a
interpretar qualquer dificuldade como um sinal de que tudo dará errado. Este
pensamento irá gerar mais ansiedade e preocupação, afetando as reações
emocionais, podendo levar o sujeito a se desesperar e não encontrar uma forma
adequada de solucionar a dificuldade. O estado de humor, por sua vez, também
influencia os pensamentos. Se nos sentimos deprimidos, tendemos a ter
pensamentos em sintonia com a tristeza, como por exemplo, de que não temos
força para fazer as tarefas, de que nada irá mudar etc. Sentir-se bem,
portanto, seria o resultado de pensar de maneira coerente e realista, sem
exageros e fantasias.
Na
TCC, paciente e terapeuta procuram identificar interpretações exageradas e
pensamentos distorcidos, verificando se existem explicações alternativas e mais
realistas para as situações. O pensamento é, então, uma hipótese a ser testada
e não necessariamente a realidade. Paciente e terapeuta também trabalham juntos,
em parceria, de forma clara e direta, elegendo metas, objetivos e construindo
soluções para as dificuldades apresentadas.
[i]
Psicólogo (CRP 05/31952).
Mestre em Ciências (UFRJ). Psicoterapeuta certificado pela Federação Brasileira
de Terapias Cognitivas (FBTC). Membro da Diretoria da Associação de Terapias
Cognitivas do Estado do Rio de Janeiro (ATC-Rio). Professor Auxiliar do Centro
Universitário Celso Lisboa (RJ)
fonte: http://fbtc.org.br/Assets/Site/files/leigos/o%20que%20%C3%A9%20Terapia%20cognitivo%20comportamental.docx
[i]
Psicólogo (CRP 05/31952).
Mestre em Ciências (UFRJ). Psicoterapeuta certificado pela Federação Brasileira
de Terapias Cognitivas (FBTC). Membro da Diretoria da Associação de Terapias
Cognitivas do Estado do Rio de Janeiro (ATC-Rio). Professor Auxiliar do Centro
Universitário Celso Lisboa (RJ)

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