Minha brevíssima história (até agora)

Antes de vir escrever este texto, saí para pegar o celular e voltei com o isqueiro. Normal, estou me acostumando ainda. Sim, pois mesmo depois de anos de tratamento ainda tenho (e muito) o que descobrir sobre mim e meu transtorno.

Tenho transtorno bipolar. Estou em tratamento desde 2005. Opa, pausa! Ainda não me apresentei. Meu nome é Leone Rocha. Nasci dia primeiro de fevereiro de 1982, ou seja, tenho 34 anos e sou aquariano. Neste momento fica claro o quanto damos atenção ao problema quando primeiro o apresentamos para depois se apresentar.

Vamos aos breves fatos. Nasci em Macapá, município do Estado do Amapá. Em 1999 fui estudar em Belém-PA. No ano seguinte passei em Ciência da Computação na UFPA. No segundo ano do curso, fui selecionado para uma bolsa de iniciação científica num importante laboratório local. Não dei conta. No mesmo período fui chamado no concurso que fiz para a Caixa Econômica. Abandonei, sem mais nem menos, a iniciação científica e assumi o cargo. Dez meses depois, após uma crise nervosa, abandonei também o cargo e voltei para Macapá. Fui demitido por justa causa por abandono de emprego e fiquei cinco anos sem poder fazer concurso.

Ainda tentei concluir meu curso em Belém, mas tive um surto eufórico e voltei, dessa vez definitivamente para Macapá. Entrei no curso de Ciências Sociais na UNIFAP, me formando em 2010 e logo em seguida adentrei o mestrado, que também não consegui concluir.

Hoje, com muito esforço, tento garantir meus trabalhos como antropólogo do INCRA e professor de sociologia do Estado. No INCRA quase não passo no estágio probatório, e minhas ausências nas aulas têm comprometido um bocado meu desempenho.

Mas é isso aí. Entre idas e vindas, sempre aumentado a fé, agente vai dando um jeito de conseguir as coisas mesmo ouvindo aquele velho comentário: "isso é frescura!"

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